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Época e Dicas para Reprodução de Coleiros em Cativeiro

Reprodução de Coleiros

O Coleiro é uma das aves mais queridas pelos criadores de passeriformes no Brasil, principalmente porquê, é uma ave que se faz presente em praticamente todo território nacional e é facilmente encontrada em grandes campos abertos e capinzais, exceto nas regiões amazônicas e do nordeste, pois devido ao aumento no número de desmatamento, as Coleirinhas migraram para os grandes centros urbanos. Por ser um dos pássaros mais dóceis e de fácil cuidado, a caça dos mesmos é algo praticamente impossível, apesar de ilegal no Brasil, segundo o Ibama, porém, muitos criadores tem se empenhado em reproduzir a espécie em cativeiro afim de evitar a extinção da raça. O Coleiro é um pássaro do gênero Sporophila, tendo seu nome científico por Sporophila Caerulescens, ou popularmente conhecido com Papa-Capim, Papa-Arroz ou Coleirinha.

Coleiro Macho

Coleiro Macho

A reprodução do Coleiro em cativeiro se tornou algo comum entre os criadores de passeriformes em todo Brasil, mesmo porque, se descobriu que o Coleiro é um excelente pássaro para competições de canto livre, pois, é um pássaro de fibra que canta frente a outro pássaro, por isso, o aumento na reprodução destes pássaros se tornou comum entre os criadores, pois a intenção sempre é aumentar a árvore genealógica do “campeão”. Contudo, para se obter sucesso na reprodução da Coleirinha é necessário tomar alguns cuidados e seguir algumas regras básicas, pois não é um pássaro fácil de se reproduzir em cativeiro, mesmo porque, é um pássaro que escolhe muito seus parceiros, principalmente, a fêmea, que seleciona de maneira criteriosa o pai de seus filhotes.

Coleiro Fêmea

Coleiro Fêmea

Inicialmente para se ter sucesso em uma cria de Coleiros, é necessário que o macho seja um verdadeiro cantador, para que assim, os seus filhotes machos, possam ser também, verdadeiros campeões de canto no futuro. Após ter um excelente macho, é necessário ter também boas fêmeas criadeiras, já que elas serão as responsáveis por gerar os ovos, chocá-los e alimentar os filhotes durante o período em que são totalmente dependentes das mães. Outra dica importante é manter o casal sempre próximo um ao outro, porém, sem deixá-los ver um ao outro, sempre permitindo que se comuniquem as escuras, para que possam se atrair ainda mais um pelo outro. Na época correta da criação, ambos devem ser aproximados para a cópula e então separados novamente.

Filhotes de Coleiro

Filhotes de Coleiro

Época para a Reprodução dos Coleiros

No Brasil, a época indicada para a reprodução de Coleirinhas em Cativeiro é entre os meses de Novembro à Maio, sendo esta a mesma época da reprodução na natureza.

Ambiente para a Reprodução em Cativeiro

O ambiente adequado para a reprodução das Coleirinhas em cativeiro é uma gaiola totalmente feita em arame, nos tamanhos de 60cm comprimento X 30cm largura X 35cm altura, com distância entre os arames de no máximo 13mm. É necessário que haja de 2 à 4 portas na frente para facilitar a troca da comida e limpeza da gaiola. É aconselhado a utilização de jornais ou papel no fundo da gaiola, devendo o mesmo ser trocado todos os dias, por questão de higiene e saúde dos filhotes. Aconselha-se ainda, trocar o papel do fundo da gaiola somente após a fêmea se banhar, geralmente, todas as manhas. A troca do papel deve ser feita afim de evitar que doenças como a coccidiose e bactérias provenientes das feses do pássaro, são os maiores vilões da reprodução, e geralmente, matam os filhotes.

Ninho para Reprodução de Coleiros

O ninho para a reprodução de Coleiros em cativeiro deve ser do tipo Taça, com dimensões de 6cm de diâmetro X 4cm de profundidade, que deverá ser colocado no ponto mais alto da gaiola. Se preferir, pode-se ainda utilizar uma bucha para a confecção do ninho, apoiada sobre uma estrutura de arame, com fiapos de linha, raízes de plantas e pedaços pequenos de papel, que serão utilizados pela fêmea para melhor confecção do ninho, cobrindo-o para evitar correntes de ar.

Postura anual de Coleiros em Cativeiro

A postura geralmente é de 2 ovos por choca, onde geralmente são gerados um filhote macho e outro fêmea, não sendo esta uma regra. A fêmea geralmente choca de 3 a 4 vezes por temporada, podendo tira de 8 à 10 filhotes por ano. Os machos devem ser aproximados da fêmea somente no momento da cópula, onde deverá galar a fêmea e já logo sair. O ato de não manter o macho e a fêmea se vendo, é para evitar que a fêmea possa interromper o procedimento de choca ou ainda, matar os filhotes, contudo, os mesmos não precisam ficar distantes um do outro, basta que fiquem separados por uma divisão de plástico ou madeira, mesmo estando com as gaiolas próximas.

Cada macho deve ser utilizado para no máximo 5 fêmeas. O filhote nasce após 13 dias, a contar a partir do dia em que a fêmea se deitar, e sai do ninho após outros 13 dias de idade, podendo ser separado da fêmea, após 35 dias de idade. Após 8 meses de idade, já poderão procriar, mesmo ainda estando pardos. A anilha de registro dos filhotes, adquirida no Sispass Ibama por meio do Clube a qual é associado, deve ser colocada no pé entre o 7º e 10º dia, e deve ter o seu tamanho mantido, de 2,3mm de diâmetro por 1mm de bitola.

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